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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Cuidado com as alforrecas (Medusas)



ESTA INFORMAÇÃO FOI PRESTADA PELO SERVIÇO DE PROTECÇÃO CIVIL!!!!!!!!!
ATENÇÃO!!!!!
Quando andarem a passear na praia tenham muita atenção, não toquem em nenhum bicho destes!
MUITO IMPORTANTE!!! Tenham cuidado.
Sabem o que é isso? É apenas uma modesta medusa extremamente tóxica. Se virem alguma não lhe toquem.
Mesmo morta o seu tecido mole morde como uma serpente, e as marcas que deixa na pele são definitivas - tatuagens indesejáveis. A dor é indescritível, e se for uma criança a manuseá-las pode morrer envenenada.
Estas criaturas vivem a milhares de quilómetros da costa portuguesa, São medusas de água quente, da Austrália, Califórnia... Quando surgem nas praias estas são fechadas ao público e consideradas mais perigosas que tubarões a deambular na área.
Os passeios à beira-mar tornam-se apelativos à descontração. No entanto se virem criaturas como estas limitem-se a olhar e sigam à vossa vida.
A primeira coisa a fazer é não entrar em pânico. As medusas, conhecidas também como alforrecas, mães d'água ou águas-vivas (termo usado no Brasil e na Madeira) são cnidários, animais marinhos com um corpo em forma de disco ou campânula. Com um corpo formado por 95 a 99 por cento de água, deveriam ser animais simpáticos e inócuos. Mas não são. Possuem tentáculos à superfície que, após contacto, têm a capacidade de lhe injectar uma espécie de espinho, o nematocisto, que liberta uma substância tóxica no local da picada.
O contacto do tentáculo com uma presa (ou nadador) inicia uma reação em cadeia, em que o nematocisto, estimulado, projecta um filamento (urticariante) que se enrola no corpo da presa. O filamento e o nematocisto ficam sempre agarrados ao corpo da vítima. Estas agressões dão lugar a lesões bem visíveis e com sinais e sintomas, por vezes graves, nas pessoas afetadas.
As espécies
Segundo os especialistas, as medusas das águas de Portugal Continental, Mediterrâneo, Madeira e Açores são pouco perigosas. Das espécies que aparecem na nossa costa a mais perigosa é provavelmente a Pelagia noctilua (caracterizada por se tornar luminescente quando se sente agredida) e a caravela portuguesa que, contudo, é relativamente rara nos nossos mares.
Os sintomas
Nas espécies com tentáculos muito longos, a primeira sensação é de enrolamento, seguida por sensação de queimadura. Naquelas com tentáculos curtos, a sensação de queimadura surge logo após o contacto.
Verificam-se áreas da pele queimada, vermelha, dolorosa, com aumento do calor local e com ardor/dor intensos. Nas pessoas com sensibilidade aumentada à toxina libertada pelos nematocistos podem surgir reacções alérgicas, que podem ser graves e necessitar acompanhamento médico de urgência.
Como evitar
Na maioria dos casos, o banhista não tem informação sobre a existência destes animais nas águas onde se encontra. Noutros casos, os tentáculos são tão longos (30 a 40 metros no caso da Caravela Portuguesa) ou desprendem-se do resto do corpo que é difícil detectá-los. «As caravelas portuguesas (ou os seus tentáculos) que dão à costa representam um perigo importante pois os cnidócitos mantêm-se activos por várias horas. Informe-se com os habitantes da zona onde vai nadar, pois é a medida de prevenção mais eficaz», aconselha Jorge Atouguia, infecciologista.
Como tratar uma picada
1. Não entre em pânico. Isso pode levar ao afogamento.
2. Se há tentáculos presos à pele é fundamental retirá-los. Use uma espátula ou um pau de gelado. Cuidado para não ser picado também.
3. Lave muito bem a zona afectada com água salgada. Em seguida, aplique gelo e, se necessário, uma pomada anti-inflamatória.
4. Na picada da maioria das medusas a reação urticariante e o ardor diminuem quando se aplica localmente uma substância com pH baixo, isto é, um ácido. Vinagre ou urina podem ser utilizados. O tomate, pela sua acidez, também se insere nesta medida terapêutica.

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